Este
pequeno artigo é a continuação e fechamento do artigo anterior.
Para citar este artigo:
Monteiro de Barros Junior, Evandro. Futuros diplomados e cidadãos brasileiros! Publicado em redes sociais na internet em 12/2012.
Publicado
em redes sociais na internet em 12/2012
FUTUROS
DIPLOMADOS E CIDADÃOS BRASILEIROS!!!
A história do nosso país é tanto
interessante quanto complexa. Sabemos que a base social do Brasil é descendente
dos desorelhados e ferrados (criminosos da pior espécie), que vinham de
Portugal para cá, destinados a cumprirem suas penas.
A corrupção e a desonestidade são
parte de nosso passado, assim como do tempo presente, por isso devemos sempre
estar atentos para esse tema.
Um povo que sabe seus direitos
sabe cobrá-los e exercitá-los em prol de uma qualidade de vida digna.
No dia primeiro de janeiro de
2013, serão diplomados os nossos legítimos representantes, nas Câmaras de
vereadores e nas prefeituras de todo o território nacional, fazendo-se cumprir
a vontade da maioria do povo brasileiro.
Nosso país demorou séculos para
abolir a escravatura, e quando o fez, foi só para inglês ver. Já foi governado
pela monarquia, passou por períodos de regime autoritário, e o povo brasileiro
demonstrou ter personalidade para manifestar por meio dos “caras pintadas” sua
vontade de levar adiante o impeachment
do Presidente da República na década de 1990, que é claro, foi realizado por
deliberação do Poder Legislativo, reafirmando a máxima de que “questões
técnicas devem ser decididas por especialistas, questões políticas, pelos
cidadãos”. (PLATÃO).
A luta pela democracia ainda não
acabou. É importante lembrarmos a lição do filósofo germânico, que diz que
“quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro”. (NIETZSCHE).
Ainda sustenta o referido
pensador que “a finalidade de toda a cultura é domesticar
a besta humana, para fazer dela um animal manso e civilizado”.
Nós, dotados de inteligência, não
podemos nos deixar dominar, e devemos ter consciência daquilo que uma vez a
presidente do TSE afirmou, que “a participação política é direito fundamental,
ostentada na Declaração dos Direitos do Homem da Organização das Nações Unidas,
de 1948”. (MINISTRA CARMEM LÚCIA).
É notável que o Brasil tem se
mostrado evoluído quando se trata de eleições e do processo democrático,
tornando-se modelo até para países de primeiro mundo, como a Finlândia por
exemplo.
Isso não significa que devamos
estar satisfeitos, visto que a democracia não é exercitada somente quando se
exerce o direito de votar, mas também quando se exerce o acompanhamento das
atitudes daqueles que colocamos no poder para nos representar.
O cidadão brasileiro ainda tem
muito que aprender sobre política. Deve deixar o mundo virtual em segundo plano
e colocar mais a mão na massa em favor do crescimento do país. Um ensaísta certo
dia afirmou que “o homem moderno tornou-se um
turista virtual, passando de cidadão a observador que, conectado à rede mundial
de computadores, abole a topologia e a experiência humana”. (FINKIELKRAUT).
Aqueles que deveriam servir de modelo
ao povo, os homens tidos como “educados pela aristocracia”, muitas vezes
rendem-se aos hábitos corriqueiros de vigilância da vida alheia, principalmente
por meio das redes sociais na internet, e ainda assim continuam no poder, e o
que é pior, nada fazem pelo crescimento econômico-social e intelectual do país.
A vigilância benéfica é a que se foca
nos atos da administração como um todo, tanto do Poder Legislativo como do
Executivo.
Nós, seres humanos tendemos a adoração da ficção,
pois assim saímos da realidade viva e vivemos num mundo somente de prazeres, em
uma “realidade virtual”. O que é ideal para nosso progresso, não é eliminar a
ficção de nossas vidas, mas sim utiliza-la como uma ponte que nos leve ao
progresso em todos os sentidos.
O douto jurista Campilongo ponderou que “a regra
da maioria é o instrumento técnico capaz de obter o grau máximo da
liberdade”. Há sempre que se observar, porém, se o objetivo da maioria não foi
manipulado por uma minoria dominante.
Ainda
nos resta uma esperança! Até quando, nós cidadãos, ficaremos de braços cruzados?
Em
peroração, cabe citar o grande intelectual que tanto fez pela educação e pelo
crescimento deste país: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei
alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não
consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o
Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas
vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu". (DARCY
RIBEIRO).
EVANDRO MONTEIRO DE BARROS JR
LIVRE PENSADOR

2 comentários:
Excelente artigo Dr. Evandro.
O grande problema que cerca a população brasileira e sem duvida alguma a comodidade!
O brasileiro pouco se importa em saber em quem esta votando, ou ate mesmo estudar um pouco sobre seus candidatos. A comodidade e bem conveniente para um governo que quer ter total controle de um município, estado ou nação. Mas o Brasil precisa de um governo forte com um grande senso de nacionalidade, para que possa criar um sistema educacional decente. Os governantes desejam a comodidade dos brasileiros oferecendo a população a própria acomodação através dos favores, e conchavos. Em suma, em meu ponto de vista, enquanto o povo não se nacionalizar e ter uma boa educação, muitos dos cidadãos do Brasil sofrerão as consequências de um governo de inconsequentes.
O interessante é que o faz de conta já se fez há muito tempo, no entanto mesmo sendo obvio, é tao simples enganar a população com promessas fajutas, mesmo sendo tao explicito apenas o interesse do voto.
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