ÁREAS DE INTERESSE: DIREITO, HISTÓRIA , FILOSOFIA (BIOÉTICA) E POLÍTICA.

sábado, 23 de março de 2013

HISTÓRIA - TRATADO DE VERSALHES


Tratado de Versalhes (1919) foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Após seis meses de negociações, em Paris, o tratado foi assinado como uma continuação do armistício de Novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos.[1] O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente.
Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colônias sobre osoceanos e sobre o continente africano, uma restrição ao tamanho do exército e uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. A República de Weimar também aceitou reconhecer a independência da Áustria. O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado em 28 de Junhode 1919.[1] O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de Janeiro de 1920. Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do Nazismo.
No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em 1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 milhões de dólares. 

As determinações econômicas do Tratado [de Versalhes, 1919] eram tão perversas e absurdas, que evidentemente resultaram inúteis. A Alemanha foi condenada a pagar indenizações exorbitantes. Essas determinações, além de refletirem a ira dos países vencedores, indicavam que esses países não compreendiam que nação alguma poderia arcar com uma dívida que compensasse os custos da guerra moderna[2].


[1] Emerson Santiago (03 de junho de 2010). Tratado de Versalhes (em português). InfoEscola. Página visitada em 17 de outubro de 2012.
[2] Churchill, Winston. A Segunda Guerra Mindial. Livro 1, capítulo 1, “As loucuras dos vencedores”.


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